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DST

Glossário

A

Abstinência sexual, fem. Privação temporária ou permanente de atividades sexuais.
Nota: a abstinência periódica também é praticada com fins contraceptivos.
 
Aconselhamento, masc. Abordagem que visa a orientar os indivíduos sobre a DST, o HIV e a aids, em relação aos seguintes aspectos: i) avaliação de seus próprios riscos; ii) dificuldades enfrentadas; iii) adoção de medidas preventivas.
 
Aderência, fem.
Ver sin. Adesão.
 
Adesão, fem. Sin. Aderência. Regularidade na utilização pelo paciente da terapia utilizada no tratamento de doenças crônicas como a aids.
Notas: 1. A adesão é extremamente complexa no campo do HIV/aids devido ao fato de essa terapia ser sempre combinada e de provocar efeitos colaterais importantes com certa freqüência. 2. Tendo em vista a eficácia da terapia e a natureza crônica da infecção pelo HIV/aids, qualquer interrupção do tratamento pode ter conseqüências adversas, como a emergência de cepas resistentes ao HIV.
 
Aids, fem. Sin. Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Doença clínica decorrente de um quadro de imunodeficiência causado pelo HIV de tipos 1 e 2.
Notas: 1. A aids caracteriza-se por supressão profunda da imunidade mediada, principalmente por células T, resultando em infecções oportunistas, neoplasias secundárias e doenças neurológicas. 2. A transmissão do HIV ocorre por meio das seguintes condições: i) pelo contato sexual; ii) pela transmissão do vírus de mães infectadas para fetos ou recém-nascidos; iii) pelo sangue, em transfusões de sangue e hemoderivados; iv) uso compartilhado de drogas injetáveis. 3. O HIV tipo 2 não tem relevância epidemiológica no Brasil.
Ver Aids pediátrica.
 
Aids pediátrica, fem. Síndrome clínica decorrente da infecção, que é causada pelo HIV, na criança.
Nota: a síndrome caracteriza-se pela supressão profunda da imunidade mediada, principalmente por células T, resultando em infecções oportunistas, neoplasias secundárias e doenças neurológicas.
Ver Aids.
 
Análogos de nucleosídeos, masc. pl. Classe de medicamentos antiretrovirais pelo HIV.
Notas: 1. Essa classe engloba os seguintes agentes: o ddI, o ddC, o 3TC e o AZT. 2. Todos esses agentes inibem a enzima transcriptase reversa por meio de um mecanismo de criação de cópias virais com estrutura alterada e não-funcionais.
Ver AZT, ddI, ddC, 3TC.
 
ARC, masc. Complexo relacionado à aids.
 
AZT, masc. Azidotimidina.
 
Azidotimidina, fem. Sin. Zidovudina; AZT. Composto farmacológico que funciona como uma droga anti-retroviral, utilizada no tratamento da infecção causada pelo HIV.
Notas: 1. O composto pertence ao grupo dos inibidores da transcriptase reversa. 2. A azitotimidina foi o primeiro medicamento a ser utilizado no tratamento de pacientes com infecção causada pelo HIV/aids.
 
B
 
Bofe, masc. Indivíduo do sexo masculino, de aparência máscula, que, embora não se identifique como um gay, mantém relações sexuais, ocasionais ou freqüentes, com gays ou travestis.
 
C
 
Camisinha, fem.
Ver sin. Preservativo masculino.
 
Cancro duro, masc. Lesão primária, causada pelo Treponema pallidum, de forma arredondada ou oval, com as bordas levemente salientes, localizada, no homem, na glande ou na camada interna do prepúcio e, na mulher, na vulva, vagina ou períneo.
Notas: 1. Essa lesão, normalmente, não causa dor. 2. O cancro duro é o primeiro sinal da sífilis 3. O Treponoma pallidum é uma bactéria da família das espiroquetas, identificado como agente causal da sífilis.
Ver Cancro mole.
 
Cancro mole, masc. Doença sexualmente transmissível que se caracteriza pelo aparecimento, nos órgãos genitais, de vesículas que se vão enchendo de pus e se transformam em feridas, e que passam a purgar abundantemente.
Ver Doença sexualmente transmissível.
Notas: 1. Ao contrário do que ocorre com o cancro duro, as ulcerações causadas pelo cancro mole costumam ser dolorosas e aparecem em lesões múltiplas. 2. O cancro mole é causado por uma bactéria denominada Haemophilus ducreyi.
Ver Cancro duro.
 
Candidíase, fem. Infecção endógena da vulva e da vagina, causada por um fungo comensal que habita a mucosa vaginal e a mucosa digestiva.
Notas: 1. A candidíase apresenta-se em duas formas: esporo e pseudo-hifa. 2. A candidíase se dá por meio de duas espécies de fungos, a saber: i) candida albicans, causador de 80 a 90% dos casos de infecção; ii) não-albicans, causador de 10 a 20% dos casos de infecção. 3. A relação sexual já não é considerada a principal forma de transmissão da candidíase, visto que esses organismos podem fazer parte da flora endógena em até 50% das mulheres que não apresentam sintomas.
 
Carga viral, fem. Metodologia que permite, por meio de teste de quantificação, determinar a quantidade de HIV presente em um determinado fluido, geralmente no sangue.
Nota: é possível determinar a carga viral no sêmen e no líquido vaginal no organismo de uma pessoa infectada.
 
Caso de aids, masc. Condição diagnosticada, com base no comprometimento do sistema imunológico em que se encontra um indivíduo em relação ao estágio avançado de infecção.
 
Categoria de exposição, fem. Categoria que traduz a forma provável como cada indivíduo ou grupo se expôs ao HIV, dando lugar à infecção.
Nota: a categoria de exposição substitui a denominação grupo de risco.
 
CD4, masc. Partícula receptora, localizada na membrana, principalmente, das células linfócitos T-auxiliares, à qual o HIV se liga para iniciar a infecção dessas células.
Nota: outras moléculas presentes na membrana dos linfócitos T desempenham papel auxiliar e, por isso, essas moléculas são denominadas coreceptores.
 
Célula T-auxiliar, fem.
Ver sin. Célula T4.
 
Célula T4, fem. Sin. Célula T-auxiliar. Célula linfócito auxiliar que possui em sua membrana a partícula CD4, por meio da qual o HIV se liga à célula linfócito.
Ver Célula T8; CD4.
 
Centro de testagem e aconselhamento em aids, masc. Sin. CTA. Unidade da rede básica do SUS que dispõe de testagem e de orientações aos indivíduos sobre as DST, o HIV e as aids. Nota: essas unidades visam aos seguintes objetivos: i) estimular a adoção de práticas sexuais seguras para evitar as infecções; ii) incentivar que pessoas infectadas pelo HIV procurem os serviços de assistência especializada (SAE) e sejam devidamente acompanhadas.
 
Centro de orientação e apoio sorológico, masc.
Ver sin. Centro de testagem e aconselhamento em aids.
 
Cervicite mucopurulenta, fem. Inflamação da mucosa endocervical (epitélio colunar do colo uterino).
Notas: 1. As cervicites são classificadas, conforme o seu agente etiológico, como gonocócicas ou não-gonocócicas. 2. Novos estudos têm demonstrado que a etiologia das cervicites está relacionada principalmente com Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, além de bactérias aeróbicas e anaeróbicas da própria flora cérvico-vaginal. 3. Outros agentes também relacionados às cervicites são: Trichomonas vaginalis, Mycoplasma hominis, Ureaplasma urealiticum e Herpes simplex virus.
Ver Chlamydia trachomatis.
 
Chlamydia trachomatis, fem. Bactéria que é responsável pela transmissão de diferentes doenças sexuais.
Nota: essa bactéria, além de transmitir o linfogranuloma venéreo e as uretrites não gonocócicas, pode ainda causar outras doenças graves como salpingite, tracoma, conjuntivite do recém-nascido, proctite e esterilidade permanente.
Ver Clamidiose; Cervicite mucopurulenta.
 
Citomegalovírus, masc. Vírus do grupo dos herpes vírus que pode atacar vários órgãos humanos, provocando infecção de diversos tipos.
Nota: esse vírus causa, muitas vezes, infecção, por meio de relações sexuais, nos seguintes tipos de indivíduos: i) em pessoas sem transtornos imunitários, cuja infecção é geralmente assintomática, mas pode provocar aumento de volume do fígado e/ou do baço, erupções, irritação na garganta, dores e mal-estar generalizado, de evolução normalmente autolimitada; ii) em indivíduos imunocomprometidos, cuja infecção pode provocar doenças graves, podendo levar à cegueira e até mesmo à morte; iii) em pacientes com aids, cuja infecção ocasiona o aparecimento, relativamente freqüente, de problemas como, o comprometimento da retina, do trato digestivo e do sistema nervoso central; iv) em bebês cuja infecção se dá ainda no útero materno, com conseqüências que podem ser graves, como retardamento mental, cegueira, surdez e/ou paralisia cerebral.
 
Clamidíase, fem.
Ver sin. Clamidiose.
 
Clamidiose, fem. Sin. Clamidíase. Doença sexualmente transmissível, causada pela bactéria Chlamydia trachomatis.
Ver Chlamydia trachomatis.
 
Coeficiente, masc.
Ver sin. Incidência; Taxa.
 
Co-infecção, fem. Conceito que se refere à ocorrência simultânea de duas ou mais infecções em um mesmo indivíduo.
Notas: 1. Este conceito não inclui a ocorrência da infecção causada pelo HIV e nem das infecções oportunistas, as quais decorrem do quadro de imunodeficiência dos pacientes, provocado pela infecção do HIV, em um estágio mais avançado. 2. Um exemplo típico de coinfecção, em certas populações vulneráveis, como nos usuários de drogas injetáveis, é a co-infecção do HIV e de uma ou mais hepatites virais.
 
Complexo relacionado à aids, masc. Sin. ARC. Caracterização dos estágios clínicos intermediários da infecção causada pelo HIV em pacientes, os quais já apresentavam um conjunto de sinais, sintomas e alterações laboratoriais, sem, no entanto, caracterizar claramente uma síndrome clínica de imunodeficiência.
 
Comportamento sexual, masc. Comportamento pelo qual os indivíduos exercem sua sexualidade.
Nota: esse comportamento desenvolve-se com base nas experiências de relacionamento familiar, social e amoroso, as quais também sofrem influência de fatores educacionais, socioculturais, psicológicos e biológicos.
Ver Sexualidade.
 
Condiloma acuminado, masc. Doença sexualmente transmissível, causada pelo papiloma vírus humano (HPV).
Ver Papiloma vírus humano.
Notas: 1. A doença ocasiona o aparecimento de verrugas e/ou inchações rosadas e úmidas que formam, na pele dos órgãos genitais, superfície semelhante a uma crista de galo. 2. Os tipos de HPV, aproximadamente cem tipos, estão associados ao desenvolvimento de câncer do colo uterino e do pênis.
 
Coorte, fem. Conjunto ou grupos de indivíduos, os quais são definidos com base na presença ou na ausência de um ou mais atributos e são acompanhados por um período estabelecido de tempo, para fins de investigação.
 
Corrimento, masc. Secreção anormal, de forma líquida, que pode ser expelida da uretra, da vagina ou do colo do útero.
Nota: a secreção pode ter os seguintes aspectos, conforme o tipo de agente infeccioso e o estado imunológico do paciente: i) amarelado; ii) acinzentado com pus; iii) esbranquiçado.
 
Criptococose, fem. Infecção causada pelo fungo Cryptococcus neoformans, encapsulado da divisão Basydiomycotina ou basidiomiceto.
Notas: 1. A infecção é contraída por via respiratória, com formação de um foco pulmonar primário e disseminação característica para as meninges e, por vezes, para os rins, os ossos e a pele. 2. As lesões pulmonares são, em geral, benignas e assintomáticas, mas as do sistema nervoso, que quase sempre motivam a consulta médica, são lesões de meningite ou de menigoencefalite. 3. Na natureza, os Cryptococcus encontram-se em abundância nas fezes e ninhos de pombos, ainda que não infectem essas aves. 4. A distribuição dessa infecção é mundial, porém a forma de distribuição é desconhecida. 5. As infecções subclínicas parecem ser comuns, ocorrendo as formas graves, sobretudo em pacientes imunodeprimidos ou debilitados.
 
Criptosporidiose, fem. Infecção ou doença causada por protozoários da classe Sporozoea ou Sporozoa, da família Cryptosporidiidae, do gênero Cryptosporidium.
Notas: 1. A infecção ocorre por meio dos oocistos eliminados das fezes dos animais ou dos pacientes com diarréia. 2. No homem normal, produz-se uma enterocolite aguda e autolimitada que se cura espontaneamente entre 10 e 14 dias. 3. Nos pacientes imunodeprimidos, o início é insidioso, mas o quadro agrava-se de forma progressiva, com evacuações freqüentes, volumosas e, conseqüentemente, uma considerável perda de peso. 4. Nos doentes com aids, causa diarréia mucosa acompanhada de cólicas, que ocorrem após a ingestão de alimentos, há flatulência, dor epigástrica, náuseas e vômitos.
 
CTA, masc. Centro de testagem e aconselhamento em aids.
 
D
 
D4T, masc. Sin. Estavudina. Droga anti-retroviral do grupo dos inibidores da transcriptase reversa, utilizada no tratamento da infecção pelo HIV/aids.
Nota: o D4T tem ação semelhante ao AZT, ao ddC e ao ddI.
Ver AZT; ddC, ddI.
 
ddC, masc. Dideoxicitidina.
 
ddI, masc. Dideoxiinosine.
 
Didanosina, fem.
Ver sin. Dideoxiinosine.
 
Dideoxicitidina, fem. Sin. ddC; Zalcitabina. Composto farmacológico, que é uma droga anti-retroviral, do grupo dos inibidores da transcriptase reversa, utilizada no tratamento de pacientes
com infecção pelo HIV/aids.
Nota: a ddC tem ação semelhante ao AZT.
Ver Azitotimidina.
 
Dideoxiinosine, fem. Sin. ddI; Didanosina. Composto farmacológico, que é uma droga anti-retroviral, do grupo dos inibidores da transcriptase reversa, utilizada no tratamento de pacientes com infecção pelo HIV/aids, também conhecida como didanosina.
Nota: o ddI tem ação semelhante ao AZT e ao ddC.
Ver Azitotimidina; Dideoxicitidina.
 
Doença inflamatória pélvica, fem. Síndrome causada pela ascensão de microorganismos, decorrente do trato genital inferior, de forma espontânea ou manipulada.
Notas: 1. A forma manipulada ocorre com a inserção de DIU, biópsia de endométrio, curetagem, etc. 2. A doença pode comprometer o endométrio, as trompas, os anexos uterinos e as estruturas contíguas. 3. Aproximadamente, 10% dos casos têm outras origens, como a iatrogênica; os restantes, 90% dos casos, têm por origem uma DST prévia. 4. A doença inflamatória pélvica é um processo agudo, salvo nos casos em que é provocada por microorganismos, como os causadores da tuberculose, actinomicose e outros.
 
Doença sexualmente transmissível, fem. Sin. DST. Doença infecciosa adquirida por meio do contato sexual.
 
Doenças oportunistas, fem. pl. Doenças causadas por agentes de baixa capacidade patogênica, devido à diminuição da capacidade imunitária do indivíduo.
Notas: 1. Essas doenças geralmente ocorrem em pacientes imunodeprimidos e debilitados e são geralmente de origem infecciosa. 2. Várias neoplasias são consideradas doenças oportunistas.
 
Donovanose, fem. Doença crônica progressiva que acomete, de forma preferencial, a pele e as mucosas das regiões genitais, perianais e inguinais.
Nota: é uma doença freqüentemente associada à transmissão sexual, embora os mecanismos de transmissão não sejam ainda bem conhecidos.
 
Droga injetável, fem. Tipo de droga passível de ser injetada por via intravenosa, ou intramuscular, ou subcutânea.
Notas: 1. A forma mais usual de injetar drogas é pela via intravenosa, e a forma menos usual é pela via subcutânea. 2. No Brasil, as drogas ilícitas injetáveis mais consumidas são a cocaína, a heroína e algumas preparações das anfetaminas.
Ver Droga; Droga lícita;Droga ilícita.
 
DST, fem. Doença sexualmente transmissível.
 
E
 
Educação sexual, fem. Ação educativa realizada pela família, pela escola, pelos serviços de saúde e por outros atores sociais, cujo objetivo é preparar o indivíduo para uma vida sexual mais sadia, prazerosa e segura.
Ver Educação.
 
Elisa, masc. Enzyme-Linked Immunosorbent Assay.
 
Enzyme-Linked Immunosorbent Assay, masc. Sin. Elisa. Ensaios imunoenzimáticos que permitem verificar se uma pessoa está infectada por um determinado agente etiológico.
 
Estavudina, fem.
Ver sin. D4T.
 
Exame de genotipagem, masc. Exame cujo objetivo é pesquisar o padrão de mutações para determinar a emergência de resistência aos diferentes medicamentos.
Notas: 1. Eventualmente, as mutações são responsáveis por falhas terapêuticas no acompanhamento de pessoas com aids. 2. Cabe ressaltar que diversos mecanismos, não-ligados à estrutura e replicação dos vírus, podem determinar a falha terapêutica, incluindo: i) a não-adesão ou aderência aos esquemas terapêuticos propostos, ii) a má absorção dos medicamentos, iii) os problemas de metabolismos; iv) a excreção dos medicamentos, etc.
 
F
 
Feminização da aids, fem. Mudança no padrão de disseminação do HIV no Brasil e no mundo, cujo resultado é o aumento progressivo do número de mulheres infectadas e/ou doentes ao longo do período de observação.
Nota: esse conceito procede da Epidemiologia.
 
G
 
Gay enrustido, masc. 1 Indivíduo do sexo masculino que mantém relações sexuais com outro indivíduo do mesmo sexo e que não assume, perante a sociedade, sua identidade sexual. 2 Indivíduo do sexo masculino que não percebe sua homossexualidade.
 
Gonorréia, fem. Doença infectocontagiosa causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae ou gonococo, cuja transmissão se dá, de forma predominante, por meio de relações sexuais.
Notas: 1. A bactéria Neisseria gonorrhoeae provoca processos inflamatórios: I) na uretra, causando uretrite; II) no colo uterino, causando cervicite; III) no reto/ânus, causando proctite. 2. Embora ocorra no mundo inteiro, a gonorréia é bastante prevalente nos países em desenvolvimento. 3. Geralmente o tratamento é simples e eficaz, mas, recentemente, vêm sendo observadas variantes resistentes aos antibióticos tradicionais.
 
H
 
Hemovigilância, fem. Sistema de vigilância feita por meio do recolhimento e da avaliação de informações sobre os efeitos indesejáveis da utilização de hemocomponentes.
Nota: o recolhimento é feito com base em notificação de incidentes transfusionais de hospitais sentinelas e hemocentros.
 
Hepatite viral, fem. Doença que acomete o fígado e tem por característica níveis elevados de aminotransferases no soro.
Notas: 1. A hepatite viral é dividida em subtipos, a saber, A, B, C, D e E. 2. As hepatites virais A e E são transmitidas por via oral e as hepatites virais B, C e D são transmitidas por via sexual ou parenteral.
Ver Hepatite viral A; Hepatite viral B; Hepatite viral C; Hepatite viral D; Hepatite viral E.
 
Hepatite viral A, fem. Doença aguda e autolimitada causada pelo vírus da hepatite A, acompanhada de febre, em metade dos casos, mas que não progride para uma fase crônica. Notas: 1. A infecção se dá por meio do próprio homem e raramente por macacos. 2. A transmissão se dá de forma direta, a saber, I) mãos sujas ou circuito fecal-oral; II) água e alimentos contaminados, sobretudo ostras e mexilhões, e verduras.
Ver Hepatite viral; Hepatite viral B; Hepatite viral C; Hepatite viral D; Hepatite viral E.
 
Hepatite viral B, fem. Doença aguda ou crônica causada pelo vírus da hepatite B ou HBV, cuja transmissão se dá, em geral, por meio de relações sexuais, por ocasião de transfusões, por infecções percutâneas com derivados do sangue, ou pelo uso de agulhas e de seringas contaminadas.
Notas: 1. O vírus da hepatite B infecta o homem e o chipanzé. 2. A infecção adquirida por meio de agulhas e seringas contaminadas ocorre sobretudo entre viciados em drogas injetáveis.
Ver Hepatite viral; Hepatite viral A; Hepatite viral C; Hepatite viral D; Hepatite viral E.
 
Hepatite viral C, fem. Doença causada pelo vírus da hepatite C ou hepacivirus.
Notas: 1. A hepatite C corresponde a 90% ou mais dos casos de hepatite anteriormente denominada: não-A não-B. 2. O vírus pode permanecer no sangue durante semanas ou anos, mas não é encontrado nas fezes.
Ver Hepatite viral; Hepatite viral A; Hepatite viral B; Hepatite viral D; Hepatite viral E.
 
Hepatite viral D, fem. Doença causada pelo vírus da hepatite D, cuja infecção se dá de duas maneiras: i) quando o paciente sofre uma infecção simultânea pelas partículas virais HBV e HDV; ii) quando o paciente já apresentava infecção crônica de hepatite viral B.
Nota: o vírus da hepatite D é um vírus RNA defeituoso, de fita simples, com 37µm de diâmetro. Ver Hepatite viral; Hepatite viral A; Hepatite viral B; Hepatite viral C; Hepatite viral E.
 
Hepatite viral E, fem. Doença infecciosa causada pelo vírus da hepatite E.
Nota: o vírus possui um RNA de fita simples e polaridade positiva, semelhante ao dos calicivírus.
Ver Hepatite viral; Hepatite viral A; Hepatite viral B; Hepatite viral C; Hepatite viral D.
 
Herpes simples, fem. Doença que se dá pela ocorrência de lesões inflamatórias na mucosa e na pele, localizada ao redor da cavidade oral – herpes orolabial e da genitália – herpes anogenital. Notas: 1. O vírus da herpes simples determina quadros variáveis benignos ou graves. 2. Há dois tipos de vírus: o tipo 1 que é responsável por infecções na face e no tronco, e o tipo 2 que está relacionado às infecções na genitália e à transmissão geralmente sexual. HPV, masc. Papiloma vírus humano.
 
I
 
Imunodeprimido, masc. Indivíduo que apresenta o sistema imunológico debilitado.
 
Imunofl uorescência indireta, fem. Teste que revela a presença dos anticorpos por meio de microscopia de fluorescência.
 
Incidência, fem. Sin. Coeficiente; Taxa. Número de ocorrências de uma doença ou grupo de doenças, em uma população definida, durante um intervalo de tempo específico.
 
Inibidores da protease, masc. pl. Classe de medicamentos que inibem a enzima protease essencial à replicação do HIV.
Notas: 1. De forma invariável, os inibidores da protease são utilizados em combinação com os inibidores da transcriptase reversa, impedindo, portanto, a replicação do vírus em dois pontos distintos do seu metabolismo. 2. A classe dos inibidores de protease tem um uso mais recente do que a de inibidores da transcriptase reversa.
Ver Inibidores da transcriptase reversa.
 
Inibidores da transcriptase reversa, masc. pl. Tipo de drogas que inibe a replicação do HIV, bloqueando a ação da enzima transcriptase reversa que converte o RNA viral em DNA.
Nota: esses tipos de drogas se subdividem em três grupos atualmente disponíveis: i) grupo dos nucleosídeos: zidovudina (AZT), didanosina (ddI), zalcitabina (ddC), lamivudina (3TC), estavudina (D4T) e abacavir (ABC); ii) grupo dos nãonucleosídeos: nevirapina, delavirdina e efavirenz; iii) grupo dos nucleotídeos: adefovir dipivoxil.
Ver Inibidores de protease.
 
Interiorização da aids, fem. Conceito epidemiológico que descreve uma mudança no padrão de disseminação do HIV, no território brasileiro, ao longo do tempo.
 
Isosporíase, fem. Infecção intestinal benigna e autolimitante, causada pelo Isospora belli. Notas: 1. Em sua maioria, os casos de isosporíase são assintomáticos, mas podem desenvolver quadros clínicos sérios, com início agudo, febre, mal-estar, dor abdominal, evacuações líquidas e mucosas, além de perda de peso. 2. A infecção resulta, provavelmente, da ingestão de água ou alimentos contaminados com matéria fecal e é, em geral, intermitente.
 
J
 
Janela imunológica, fem. Período entre a infecção pelo HIV e o início da detecção de anticorpos específicos por meio de testes padrão.
Notas: 1. Ao longo do período da janela imunológica, é possível verificar um incremento progressivo da quantidade de anticorpos produzidos, até atingir os limites de detecção. 2. Geralmente, a janela imunológica dura algumas semanas e, nesse período, o paciente, apesar de ter o agente infeccioso em seu organismo e de poder transmiti-lo a outras pessoas, apresenta resultados negativos nos testes-padrão para a detecção de anticorpos contra o agente.
 
L
 
Lamivudina, fem. Sin. 3TC. Substância antiviral utilizada no tratamento de pacientes com infecção pelo HIV/aids.
 
Lésbica, fem. Homossexual feminina que pratica relações sexuais, exclusivamente, com outras mulheres.
 
Leucoencefalopatia multifocal progressiva, fem. Doença do sistema nervoso central, rara e progressiva, causada pelo vírus humano JVC do gênero polyomavirus, contraída na infância, pela maioria das pessoas.
Notas: 1. A doença apresenta os seguintes aspectos: i) localiza-se nos rins, de forma assintomática; ii) ocorre apenas em paciente com imunodepressão de qualquer tipo; iii) manifesta-se como desmielinização focal em numerosas áreas da substância branca, junto a oligodendrócitos com inclusões virais em seus núcleos. 2. A multiplicidade e a distribuição irregular das lesões fazem com que os quadros neurológicos, resultantes da doença, sejam muito variados. 3. O início da leucoencefalopatia multifocal progressiva pode ser gradual e insidioso, mas a evolução é inexorável, surgindo hemiparepsia, limitação intelectual progressiva, afasia, disartria e hemianopsia.
 
Lues, fem. Ver sin. Sífi lis.
 
M
 
Método de barreira, masc. Método de anticoncepção que serve de obstáculo mecânico e químico para a penetração dos espermatozóides no canal vaginal e no colo uterino.
Ver Métodos contraceptivos.
 
Métodos contraceptivos, masc. pl. Conjunto de orientações, de instrumentos e de métodos usados para evitar a gravidez.
 
O
 
Oalmia neonatal, fem. Conjuntivite purulenta do recém-nascido, que ocorre no primeiro mês de vida da criança, usualmente contraída durante o nascimento, por meio do contato com secreções genitais maternas contaminadas.
Nota: a oalmia neonatal pode levar à cegueira, especialmente quando causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae ou gonococo.
 
ONG-aids, fem. Organização não-governamental que atua na área do HIV/aids, cujas funções são as seguintes: i) informar e prevenir a respeito da disseminação do HIV no Brasil; ii) auxiliar
no tratamento e apoiar pessoas que vivem com HIV/aids; iii) promover e proteger os direitos fundamentais das pessoas que têm o HIV/aids.
 
P
 
Pandemia, fem. Epidemia de uma doença que afeta as pessoas, em muitos países e continentes, em uma determinada época.
 
Papiloma vírus humano, masc. Sin. HPV. Vírus humano que pertence à família Papillomaviridae, capaz de induzir lesões na pele ou na mucosa.
Notas: 1. As lesões induzidas pelo vírus, na maioria das vezes, apresentam um crescimento limitado e regridem espontaneamente, mas, em alguns casos, podem evoluir para alterações histológicas importantes, tais como as displasias e as neoplasias, características dos tumores. 2. Existem mais de 100 tipos diferentes de papiloma vírus humano, dos quais alguns oncogênicos capazes de induzir transformações celulares de natureza cancerígena. 3. A principal via de transmissão do papiloma vírus humano é a relação sexual, vaginal e anal, desprotegida, tanto em homens como em mulheres.
Ver Condiloma acuminado.
 
Pauperização da aids, fem. Conceito epidemiológico que descreve uma mudança no padrão de disseminação do HIV no Brasil e no mundo.
Notas: 1. Esse conceito caracteriza-se pela crescente disseminação do HIV junto às camadas de baixa renda e com baixos níveis de instrução. 2. As camadas de baixa renda são mais vulneráveis a essa disseminação em decorrência da precariedade de informações e da dificuldade de acesso a meios de prevenção.
 
Pneumonia por Pneumocystis carinii, fem. Doença pulmonar, causada pelo protozoário Pneumocystis carinii, que provoca pneumonia difusa e densa, em que os espaços alveolares são
preenchidos por um líquido edematoso, proteináceo e espumoso, contendo cistos do protozoário, de tamanho entre 4 a 6 mm.
Nota: essa doença é freqüentemente a primeira infecção oportunista em indivíduos infectados pelo HIV-1.
 
Portador assintomático, masc. Indivíduo infectado pelo HIV que não exibe sinais e sintomas da síndrome clínica da aids, mas que pode transmitir o vírus causador dessa doença.
Ver Portador sintomático; Soropositivo.
 
Portador sintomático, masc. Indivíduo infectado pelo HIV e que apresenta sinais e sintomas da aids.
Ver Portador assintomático; Soropositivo.
 
Pré-natal, masc. Período anterior ao nascimento da criança, em que um conjunto de ações é aplicado à saúde individual e coletiva das mulheres grávidas.
Notas: 1. Nesse período, as mulheres devem ser acompanhadas a partir da gestação, de forma que lhes seja possível, quando necessário, realizar exames clínico laboratoriais, receber orientação e tomar medicação profilática e/ou vacinas. 2. No campo do HIV/aids, é essencial dispor de testagem voluntária, sempre acompanhada de orientação direcionada a todas as mulheres grávidas. 3. A orientação tem como objetivo proporcionar às mulheres o conhecimento do status sorológico em relação ao HIV e permitir, se necessário, o início do tratamento profilático específico, freqüentemente com AZT, a fim de reduzir a transmissão do HIV da mãe para o bebê.
 
Preservativo feminino, masc. Dispositivo contraceptivo e preventivo, cujo formato é de um tubo de poliuretano, com uma extremidade fechada e a outra aberta, e que se encontra acoplado a dois anéis flexíveis também de poliuretano.
Notas: 1. O primeiro anel flexível, que fica solto dentro do tubo, serve para ajudar na inserção e fixação do preservativo no interior da vagina. 2. O segundo anel flexível serve para reforçar o lado externo do preservativo e, quando corretamente colocado, cobre parte da vulva. 3. O preservativo feminino já vem lubrificado e deve ser usado uma única vez.
Ver Preservativo masculino.
 
Preservativo masculino, masc. Sin. Camisinha. Dispositivo contraceptivo e preventivo, cujo formato é de um envoltório de látex que recobre o pênis durante o ato sexual.
Nota: o preservativo masculino desempenha duas funções, a saber: i) reter o esperma, quando houver ejaculação; ii) impedir o contato dos fluidos vaginais com o sêmen.
Ver Preservativo feminino.
 
Prevenção, fem. Conjunto de medidas que visa a prevenir os indivíduos em relação aos seguintes aspectos da aids: i prevenção da infecção pelo HIV; ii) evitar que a infecção pelo HIV progrida para a síndrome clínica; iii) evitar a reinfecção de pessoas já infectadas.
 
Profissional do sexo, masc. e fem. Indivíduo que presta serviços sexuais em troca de dinheiro ou de objetos de valor.
 
Projeto Bela Vista, masc. Pesquisa realizada no Brasil, como resultado da iniciativa da Unaids, em conjunto com o Ministério da Saúde, que visa ao desenvolvimento de uma vacina anti-HIV/
aids.
Ver Projeto Horizonte; Projeto Nascer; Projeto Praça XI, Projeto Rio.
 
Projeto Horizonte, masc. Pesquisa realizada em Belo Horizonte (MG), como resultado da iniciativa da Unaids, em conjunto com o Ministério da Saúde, que visa a integrar o País no processo de desenvolvimento de uma vacina anti-HIV/aids.
Nota: essa pesquisa teve como população-alvo voluntária os homossexuais masculinos.
Ver Projeto Bela Vista; Projeto Nascer; Projeto Praça XI; Projeto Rio.
 
Projeto Nascer, masc. Projeto que visa a reduzir tanto a transmissão vertical do HIV quanto a morbimortalidade associada à sífilis congênita.
Nota: esse projeto foi instituído pela Portaria GM/ MS n.º 2.104, em 19 de novembro de 2002. Ver Projeto Bela Vista; Projeto Horizonte; Projeto Praça XI; Projeto Rio.
 
Projeto Praça XI, masc. Pesquisa realizada no Rio de Janeiro, como resultado da iniciativa dos Institutos de Saúde dos Estados Unidos da América (National Institutes of Health), que visa a
integrar o País no processo de desenvolvimento de uma vacina anti-HIV/aids.
Nota: essa pesquisa teve como população-alvo voluntária os homossexuais masculinos.
Ver Projeto Bela Vista; Projeto Horizonte; Projeto Nascer; Projeto Rio.
 
Projeto Rio, masc. Pesquisa realizada no Rio de Janeiro, como resultado da iniciativa da Unaids, em conjunto com o Ministério da Saúde, que visa a integrar o País no processo de desenvolvimento de uma vacina anti-HIV/aids.
Nota: essa pesquisa teve como população-alvo voluntária homossexuais masculinos.
Ver Projeto Bela Vista; Projeto Horizonte; Projeto Nascer; Projeto Praça XI.
 
R
 
Rede Sentinela Nacional de Parturientes, fem. Rede nacional cuja função é monitorar a prevalência da infecção causada pelo HIV em parturientes, as quais estão alocadas em maternidades selecionadas de diferentes estados brasileiros.
Notas: 1. O monitoramento se dá por meio de testes feitos em amostras de sangue coletadas de forma anônima e não-vinculada, sem que exista uma ligação entre a amostra biológica e a identificação de cada mulher. 2. Ultimamente, a rede nacional também faz, junto às parturientes, o levantamento de informações referentes à cobertura do pré-natal, à qualidade e à aceitabilidade da testagem para o HIV.
 
Redução de danos, fem. Modelo de intervenção centrado no indivíduo, em âmbito social, que adota estratégias pragmáticas, destinadas à redução dos danos decorrentes do uso de drogas. Notas: 1. Alguns dos danos mais relevantes a serem evitados referem-se à infecção pelo HIV e a outros agentes infecciosos, como os causadores das hepatites infecciosas, especialmente entre usuários de drogas injetáveis que estão sujeitos ao duplo risco da transmissão sangüínea e sexual. 2. As estratégias pragmáticas de redução de danos não exigem a abstinência como critério norteador da participação da população-alvo, embora tenha um papel fundamental na atração dessa população aos programas de tratamento para o abuso de drogas. 3. As ações estratégicas de redução de danos proporcionam aos indivíduos insumos, como seringas e agulhas, e preservativos, a fim de reduzir a utilização compartilhada e reutilização dos insumos contaminados, bem como garantir às pessoas práticas sexuais mais seguras.
 
Retrovírus, masc. Vírus que tem a capacidade de produzir cópias de seu DNA (ácido desoxirribonucleico) a partir do RNA (ácido C de outra célula.
Notas: 1. Esse vírus procede de forma diferente dos demais seres vivos, os quais produzem RNA com base no DNA. 2. Para proceder à replicação com transcrição de informações no sentido inverso ao habitual, os retrovírus servem-se de uma enzima denominada transcriptase reversa. 3. Alguns retrovírus induzem a multiplicação desordenada de células, podendo dar origem a tumores. 4. O HIV, ao contrário dos outros retrovírus, elimina os linfócitos T CD4, e, com isso, destroem progressivamente as defesas do organismo.
 
S
 
Sarcoma de Kaposi, masc. Tipo raro de câncer que acomete pacientes com aids.
Notas: 1. Esse câncer ocorre com maior freqüência nos indivíduos do sexo masculino. 2. A pele e as mucosas são os locais mais freqüentemente atingidos pelo câncer. 3. O agente etiológico do sarcoma de Kaposi é um vírus transmitido sexualmente, denominado herpes vírus tipo 8.
 
Sexo anal, masc. Relação sexual em que um indivíduo introduz o pênis no ânus de outra pessoa. Ver Sexo oral.
 
Sexo oral, masc. Relação sexual em que se utilizam a boca e a língua para estimular os órgãos genitais de outra pessoa.
Notas: 1. O sexo oral pode ser classificado em duas modalidades: i) felação, que ocorre quando um indivíduo pratica esse tipo de relação sexual com o homem; ii) cunilíngua, que sucede quando o indivíduo pratica sexo oral nos órgãos genitais femininos. 2. Embora seja uma prática sexual de menor risco, também se recomenda o uso de preservativo no sexo oral para prevenir as DST, o HIV e a aids.
Ver Sexo anal.
 
Sífilis, fem. Sin. Lues. Doença crônica causada pelo Treponema pallidum, caracterizada como pápula erodida ou ulcerada, com borda infiltrada, endurecida e com fundo limpo.
Notas: 1. Cerca de uma a duas semanas após o contágio, a sífilis primária normalmente aparece como uma lesão única na genitália externa, medindo de 0,5 a 2cm de diâmetro. 2. Após uma ou duas semanas, a sífilis provoca o surgimento da adenite satélite inflamatória que é um pouco dolorosa. 3. A sífilis primária, uma vez não tratada, pode evoluir para o tipo secundário, que se caracteriza por lesões cutâneas, podendo evoluir para formas graves de lesões do sistema nervoso (neurossífilis).
 
Sífilis congênita, fem. Doença congênita causada pelo Treponema pallidum, o qual é transmitido, ainda no útero da gestante para seu bebê.
Nota: a infecção provocada pela sífilis pode ocorrer em qualquer fase da gravidez, e o risco de transmissão é maior em mulheres com sífilis primária ou secundária.
Ver Sífilis.
 
SIHIV, masc. Sistema de Informação de HIV Soropositivo Assintomático.
 
SIM, masc. Sistema de Informações sobre Mortalidade.
 
Sinan, masc. Sistema de Informações sobre Agravos de Notificação.
 
Síndrome da imunodefi ciência adquirida, fem. Aids.
 
Sistema de Informação de HIV Soropositivo Assintomático, masc. Sin. SIHIV. So ware que permite avaliar algumas tendências da epidemia quanto às categorias de exposição, faixa etária, escolaridade, ocupação e residência dos indivíduos infectados.
Notas: 1. O so ware serve como instrumento de avaliação para a vigilância epidemiológica. 2. As categorias de exposição, faixa etária, escolaridade, ocupação e residência devem fornecer subsídios para uma melhor organização das atividades assistenciais dos programas de DST/aids municipais, regionais e estaduais.
 
Sistema de Informações sobre Agravos de Notifi cação, masc. Sin. Sinan. Sistema que coleta dados sobre agravos de notificação compulsória para desencadear medidas de controle.
Notas: 1. Esse sistema pode ser ativado a partir do município, gerando informações por distrito ou bairro. 2. Os dados coletados consideram as seguintes doenças: cólera, coqueluche, dengue, difteria, doenças de chagas nos casos agudos, doença meningocócica e outras meningites, febre amarela, febre tifóide, hanseníase, hepatites B e C, leishmaniose tegumentar americana e visceral, leptospirose, malária em área não-endêmica, meningite por Haemophilus influenzae, peste, poliomielite, paralisia flácida aguda, raiva humana, rubéola, síndrome de rubéola congênita, sarampo, sífilis congênita, síndrome da imunodeficiência adquirida, tétano e tuberculose.
 
Sistema de Informações sobre Mortalidade, masc. Sin. SIM. Sistema que coleta dados sobre óbitos e fornece informações sobre o perfil de mortalidade nos diferentes níveis do SUS.
Nota: esse sistema permite que os dados sejam agregados por estados, municípios, bairros e endereços residenciais, ou desagregados.
 
Soropositivo, masc. Designação usada para identificar portadores, sintomáticos ou assintomáticos, do HIV/aids.
Ver Portador assintomático; Portador sintomático.
 
Soroprevalência, fem. Quantificação da ocorrência de indivíduos soropositivos em um determinado grupo populacional, em um período de tempo e em lugar definidos.
Ver Soropositivo.
 
T
 
3TC, masc. Ver sin. Lamivudina.
 
Taxa, fem. Ver sin. Incidência; Coeficiente.
 
Terapia anti-retroviral, fem. Conjunto de medicamentos utilizados no tratamento da infecção causada pelo retrovírus HIV.
Ver Retrovírus.
 
Testagem sorológica, fem. Verificação, por meio de testes laboratoriais, da presença ou não de anticorpos anti-HIV no sangue ou na urina, e na saliva de uma pessoa.
 
Transformista, masc. Homem que se traveste de mulher para fazer shows ou performances artísticas.
Notas: 1. Muitos transformistas se travestem apenas para exercer a prostituição. 2. Essa atividade é também conhecida como batalhar ou fazer pista.
 
Transgênero, masc. Indivíduo de um determinado sexo que se traveste e se porta como um indivíduo do sexo oposto.
Notas: 1. Os indivíduos do sexo masculino se submetem à cirurgia para mudar de sexo. 2. Transgênero designa tanto travesti quanto transexual. 3. O movimento organizado dos travestis mudou sua autodenominação, passando a ser movimento de transgêneros.
Ver Travesti; Transexual.
 
Transmissão vertical, fem. Tipo de transmissão do vírus HIV que ocorre da mãe para o bebê, durante a gestação, o parto ou o aleitamento.
 
Travesti, masc. Homem que assume a identidade feminina, veste-se e comporta-se como uma mulher, embora admita possuir o órgão sexual masculino.
 
Tricomoníase genital, fem. Infecção causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis cujo habitat é a cérvice uterina, a vagina e a uretra.
Notas: 1.A transmissão se dá por meio de relação sexual. 2. Essa infecção pode permanecer assintomática no homem e na mulher, principalmente após a menopausa. 3. As principais características da tricomaníase genital são: i) corrimento abundante, amarelado ou amarelo esverdeado, bolhoso, com mau cheiro; ii) prurido e/ou irritação vulvar; iii) dor pélvica ocasional; iv) sintomas urinários – disúria e polaciúria –; iv) hiperemia da mucosa, com placas avermelhadas.
 
U
 
Uretrite gonocócica, fem. Processo infeccioso e inflamatório da mucosa uretral causado pela Neisseria gonorrhoeae ou gonococo.
Notas: 1. O processo ocasiona um dos tipos mais freqüentes de uretrite masculina. 2. É essencialmente transmitida pelo contato sexual. 3. O período de incubação é curto, variando de dois a cinco dias. 4.A incidência é maior nos indivíduos jovens, entre 15 e 30 anos, sexualmente ativos e sem parceiro fixo.
Ver Uretrite não-gonocócica.
 
Uretrite não-gonocócica, fem. Infecção sintomática causada, principalmente, pelos seguintes agentes Chlamydia trachomatis, Ureaplasma urealyticum, Mycoplasma hominis, Trichomonas vaginalis.
Ver Uretrite gonocócica.
 
V
 
Vaginose bacteriana, fem. Infecção caracterizada por um desequilíbrio da flora vaginal normal, devido ao aumento exagerado de bactérias, em especial, as anaeróbias.
Nota: o aumento de bactérias é associado à ausência ou à diminuição acentuada dos lactobacilos acidófilos na vagina.
 
Vigilância epidemiológica, fem. Conjunto de atividades que permite reunir a informação indispensável para conhecer o comportamento ou a história natural das doenças, bem como detectar ou prever alterações de seus fatores condicionantes, com o fim de recomendar as medidas indicadas e eficientes que levem à prevenção e ao controle de determinados agravos.
 
Vigilância sentinela, fem. Método que permite selecionar e obter dados de forma contínua ou periódica, sobre determinadas doenças, normalmente de natureza infecciosa ou vinculadas a exposições a fontes de contaminação ambiental.
 
Vulnerabilidade, fem. Conjunto de fatores biológicos, epidemiológicos, sociais e culturais que determinam a ampliação ou a redução do risco e da proteção de uma pessoa ou de uma população em relação a uma determinada doença, condição ou dano.
 
Vulvovaginite, fem. Inflamação e/ou infecção que se manifesta no trato genital feminino inferior, isto é, na vulva, na vagina e no epitélio escamoso do colo uterino.
 
W
 
Western Blot, masc. Teste feito em amostras de sangue ou amostras de urina, a fim de verificar se a pessoa teve contato com o HIV.
Nota: o teste fornece resultados precisos e, por isso, é utilizado na confirmação de um resultado já obtido com os testes de triagem, como os testes Elisa.
 
Z
 
Zalcitabina, fem. Ver sin. Dideoxicitidina.
Zidovudina, fem. Ver sin. Azitotimidina.

Fonte: Ministério da Saúde

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