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Radioterapia

Osteorradionecrose

A RXT provoca uma redução da atividade dos osteoblastos e alteração nos vasos sanguíneos, tornando o osso menos irrigado e, conseqüentemente, mais vulnerável a infecção e com menor capacidade de reparação A osteorradionecrose (ORN) é uma seqüela de ocorrência tardia, com incidência maior nos primeiros três anos pós-radioterapia, pode ser provocada por traumas, como exodontias, procedimentos invasivos e cirúrgicos, próteses mal adaptadas e infecções periodontais e periapicais por toda a região irradiada previamente sendo a mandíbula o osso mais comumente envolvido. De uma maneira geral os procedimentos cirúrgicos mais invasivos, como uma simples exodontia, antes de um período estimado de cinco anos são contra-indicados. Tratamentos conservadores, como restaurações, endodontias ou remoções de cálculos dentários são bem tolerados quando executados com a devida cautela.

Após o prazo de cinco anos, os procedimentos cirúrgicos mais invasivos estão liberados, mas sempre com cobertura antimicrobiana, antiflogística e num espaço de tempo de aproximadamente 15 dias de uma intervenção para outra.
A prevenção é a grande arma para evitar quadros graves, muitas vezes incuráveis e até incontroláveis, do ponto de vista local e sistêmico, que levam a um forte impacto na qualidade de vida do paciente comprometendo sua saúde, deve ser realizada uma avaliação completa antes do início da radioterapia, verificando as condições dos dentes e o prognóstico do paciente.
 
Sugerimos o protocolo de conduta conforme tabela no final.
 
Os pacientes que não foram avaliados antes da RXT e que desenvolveram osteorradionecrose apresentam quadro clínico caracterizado por dor intensa, formação de fístula, seqüestros ósseos, ulceração da pele com exposição da cortical e, por fim, fraturas patológicas. A dor deste quadro clínico é considerada intratável, sendo, porém, passível de controle com utilização de drogas únicas ou em combinação com outras (antidepressivos, anticonvulsivantes, antiinflamatórios, etc.). Radiograficamente, ela mostra-se com áreas radiolucidas mal definidas e as regiões que se afastam das áreas vitais do osso podem apresentar certa radiopacidade.

O tratamento consiste na irrigação local e diária com clorexidina 0,2% e, em casos com infecção aguda, no uso de antibióticos sistêmicos. No entanto, o controle do processo é duradouro e imprevisível. Quando a irrigação local não é satisfatória, ou quando os pacientes apresentam dores intensas, devem ser realizadas intervenções cirúrgicas associadas à oxigenação hiperbárica, que consiste na inalação de oxigênio puro através de uma pressão atmosférica aumentada. Os pacientes desdentados e portadores de próteses totais devem ser instruídos a não usar as próteses durante a RXT; aproximadamente 2 meses após o término do tratamento, novas próteses devem ser confeccionadas.

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