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Radioterapia

Cáries de Radiação

A radioterapia (RXT)  provoca efeitos diretamente nos dentes, principalmente sobre os odontoblastos, diminuindo a capacidade de produção de dentina reacional. O esmalte também sofre alterações, tomando-se mais vulnerável à cárie.

 Além dos efeitos diretos sobre os dentes, a RXT atua indiretamente, aumentando a suscetibilidade de cárie por meio de diminuição ou até interrupção da salivação, causando a permanencia do alimento na cavidade bucal por longo tempo sem a ação tampão e auto-limpante da saliva. Tais alterações propiciam o desenvolvimento de um tipo de cárie que ocorre principalmente no terço cervical, iniciando-se pela face vestibular e posteriormente pela lingual progredindo ao redor do dente, como uma lesão anelar, que pode levar à amputação da coroa. 
Para evitar o desenvolvimento da cárie de radiação, é preciso utilizar saliva artificial, bochechos diários com fluoreto de sódio 1,0% e bochechos com clorexidina 0,2%, até que o fluxo salivar seja restabelecido. Além do uso dessas substâncias, é de fundamental importância orientar os pacientes para utilizar uma dieta não cariogênica, reforçar a higienização bucal e realizar profilaxias constantemente . Aos pacientes mais resistentes ao seguimento do protocolo pode ser administrada clorexidina gel, que deve ser aplicada por um período de 5 minutos durante 14 dias. Esse procedimento deve ser repetido a cada 3 ou 4 meses, até o fluxo salivar voltar ao normal, visando controlar os microorganismos cariogênicos, especialmente o Streptococcus mutans . Nos pacientes que desenvolveram cárie de radiação, deve ser realizado tratamento odontológico restaurador convencional. Caso a cárie tenha destruído toda a coroa e houver comprometido da polpa, deve ser feito tratamento endodôntico com obliteração do conduto, deixando a raiz "sepultada" no alvéolo. As exodontias devem ser evitadas ao máximo, principalmente na mandíbula, para que não ocorra osteorradionecrose.

A cárie de radiação pode se desenvolver de maneira lenta e sem sintomatologia dolorosa e podendo ocorrer até após 1 ano da terapia.

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