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Radioterapia

Xerostomia

Freqüentemente, as glândulas salivares maiores e menores estão envolvidas nos campos da radiação dos tumores, o que causa invariavelmente xerostomia (diminuição no fluxo salivar) em cerca de 68% dos pacientes. Iiniciando-se geralmente após 1.000 a 2.000 cGy, o que corresponde a segunda semana de tratamento e ocorre de forma progressiva.

A severidade irá depender diretamente do volume irradiado e da dose total da irradiação que dependendo da intensidade e duração do tratamento, pode induzir a mudanças graves e definitivas nas estruturas das glândulas salivares, com a destruição total ou parcial dessas glândulas, modificando a qualidade e quantidade de saliva. A saliva residual toma-se viscosa, com menor poder de lubrificação e proteção. Há também uma acentuada diminuição do pH, o que faz com que ela fique mais ácida devido a uma alteração nas concentrações de cálcio, sódio e bicarbonatos. A função salivar tende a retomar 2 meses após a radioterapia; quando as glândulas parótidas estiverem envolvidas, essa função poderá retomar em 1 ou 2 anos, ou até mesmo nunca retomar ao nível normal.
 
Os pacientes com hipossalivação geralmente se queixam de uma sensação de ardor bucal, dificuldade de deglutir alimentos secos, dificuldade de falar, diminuição do paladar, úlceras dolorosas e aumento de lesões cariosas.
 
Como método simples e barato, a mastigação e ingestão de alimentos ácidos e cítricos podem cooperar com a redução da xerostomia, assim como a utilização de gomas de mascar (sem açúcar) entre as refeições e de gotas de frutas cítricas sob e sobre a língua podem estimular a salivação. Em algumas ocasiões utiliza-se de medicação sistêmica.

A xerostomia grave é irreversível; e o que pode ser feito é a substituição com salivas artificiais, gomas de mascar para a estimulação das glândulas e, também, soluções preparadas, dando assim maior conforto e proteção aos pacientes. Existem hoje algumas formas de salivas artificiais, que vão desde aerossóis até géis, com propriedades mimetizadoras da saliva natural, com enzimas defensivas e lubrificantes. Os pacientes também devem ser orientados para consumir maior quantidade de água.

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