busca


home | patologias | atendimento | contato

Radioterapia

Mucosite

Geralmente, a partir da segunda semana de tratamento radioterápico/quimioterápico, ocorre sobretudo em mucosa jugal, assoalho bucal, palato mole e borda lateral de língua. A mucosite é uma severa inflamação que ocorre na mucosa oral, provocando dor intensa, febre e possibilitando o aparecimento de infecções secundárias, sendo que, algumas vezes, obriga a interrupção temporária do tratamento. Clinicamente representada por uma variedade de alterações na mucosa, que incluem desde eritema até lesões ulceradas em diferentes locais da boca, podendo restringir a alimentação e a fala e, podem aparecer locais de sangramento que podem tornar-se vias potenciais para infecções sistêmicas. O tratamento é principalmente paliativo e consiste no uso de analgésicos tópicos ou sistêmicos, dependendo da severidade da alteração. O uso de bochechos com clorexidina é importante para reduzir o risco de infecção; no entanto, devem ser observadas a aceitação e a tolerância do paciente.

A escala mais utilizada para medir a mucosite bucal é aquela da Organização Mundial de Saúde (OMS), que classifica a mucosite em quatro graus. O grau 0 é aquele no qual não existem sinais ou sintomas. No grau 1, a mucosa apresenta-se eritematosa e dolorida. O grau 2 é caracterizado por úlceras, e o paciente alimenta-se normalmente. No grau 3, o paciente apresenta úlceras e só consegue ingerir líquidos. Por último, no grau 4, o paciente não consegue se alimentar.
Dependendo da gravidade, pode ser necessária a utilização de alimentação enteral e analgesia, podendo o paciente precisar de intubação orotraqueal em decorrência do sangramento e do edema da orofaringe, que levam à insuficiência respiratória. Má nutrição, higiene oral inadequada, dentes em mau estado, infecções crônicas e gengivite potencializam o risco de mucosite, além de possibilitarem o aparecimento de infecções dentais agudas, que podem levar a uma septicemia nesta fase, devido à queda de resistência.

Os efeitos regridem após o término da irradiação, não deixando seqüelas.

Veja também:

Home | DST | Câncer de Boca | Auto exame | Exames Complementares | Radioterapia | Quimioterapia | Patologias | Prof. Dr. Sérgio Kignel | A Clínica | Mídia | Contato

 
Desenvolvimento: Interpágina