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Radioterapia

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A cirurgia, radioterapia e quimioterapia são opções terapêuticas que podem ser aplicadas em conjunto ou separadas, dependendo do tipo histológico, localização anatômica, macroscopia, estadio clínico, condições gerais e psicológicas do paciente.

Como enfatizado, o diagnóstico precoce é determinante para a efetividade terapêutica. Em tumores iniciais, sem envolvimento de linfonodos e que não estejam associadas às lesões cancerizáveis, em especial à leucoplasia, tanto a opção cirúrgica como a radioterápica apresentam a mesma eficiência, ou seja, na maioria dos casos a cura é estabelecida com o mínimo de seqüelas.
 
Para tumores mais avançados torna-se necessário estudar de forma criteriosa os fatores já relacionados, para estabelecer a melhor opção para cada caso. De forma geral, considerando que a maioria dos cânceres bucais são representados pelos carcinomas espinocelulares com diferenciação moderada, os quais apresentam uma média rádio-sensibilidade, a cirurgia radical envolvendo o tumor primário e linfonodos metastáticos tem se mostrado resolutiva quando feita de forma isolada ou em associação com a radioterapia.
 
A rádio-resistência de alguns tumores restringem esta possibilidade terapêutica, como exemplos podem ser citados: os tumores úlcero-infiltrativos e os úlcerodestrudivos, aqueles que tem um grande volume (T3 e T4), os que apresentam infiltração óssea ou muscular, os localizados em pregas mucosas, os mais diferenciados, como o carcinoma verrucoso e o carcinoma in situ, e os tumores recidivados. De outro lado, a radioterapia tem se mostrado eficiente, nos tumores iniciais, nos casos de lesões malignas exofíticas, nas lesões limitadas à mucosa e em casos de metástases iniciais. Nos casos de metástases avançada a melhor opção é a associação da cirurgia e radioterapia.
 
É oportuno destacar as complicações locais inerentes ao tratamento radioterápico. Como se sabe, quanto maior a atividade celular mais sensível ela é à radiação ionizante, desta forma, algumas células normais que têm este potencial proliferativo, como as células da camada basal do epitélio, ficam vulneráveis à ação ionizante e podem se degenerar, alterando a constitucionalidade dos tecidos. Em outras palavras, a dose de radiação necessária para destruir as células malignas está muito próxima do limiar de tolerância de algumas células normais, portanto, é inevitável que ocorra danos nos tecidos adjacentes à área irradiada, a despeito de toda evolução tecnológica para restringir a radiação apenas no local ao tumor. Esta possibilidade é diretamente proporcional a quantidade de radiação, por esta razão, esta terapêutica encontra restrição para tumores bem diferenciados, cujas características biológicas são semelhantes as do tecido normal.
 
A quimioterapia é a terapêutica de eleição para as malignidades de natureza sistêmicas como as leucemias e linfomas. Nos casos de carcinomas epidermóides da cabeça e pescoço ela pode ser utilizada, em casos selecionados, antes do tratamento convencional (quimioterapia neo-adjuvante) cirúrgico ou radioterápico, com a finalidade de diminuir tanto o tumor primário, como as metástases clínicas e subclínicas. Em pacientes com alto risco de recidiva o seu emprego tem sido indicado como um método adjuvante ou complementar às terapêuticas cirúrgicas e radioterápicas, objetivando a redução dessa possibilidade. Nos casos recidivados ou metastáticos o seu sentido é apenas sintomático e para aumentar a sobrevida em pacientes que possam suportar sistemicamente esta modalidade terapêutica.
 
Diversas drogas são utilizadas quer de forma isolada (monoquimioterapia) ou associadas (poliquimioterapia). Dentre elas, as que apresentam uma maior efetividade nos CEC com envolvimento loco-regional são: o methotrexate, o 5-fluorouracil, o cisplatinum, a bleomicina e a vimblastina.
 
Fonte: Livro -     Estomatologia, bases do diagnóstico para o clinico geral.
                             Autor Sergio Kignel
                             Capitulo 15 autores : Paulo José Bordini
                                                                    Sanny Fabretti Bueno Grosso
                                                                    Soraya Carvalho da Costa

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